A agência RGA é uma agência que se reinventa a cada 9 anos? Precisa dizer mais alguma coisa? Bem… Segundo o seu propretário, o nome “agência” já não condiz mais com a realidade e vai ser modificado. A RGA é a maior agência digital do mundo com foco atual na inovação nas relações entre marcas e consumidores. Penso que as sodalidades que querem continuar sendo relevantes no século XXI podem aprender muito com a RGA. Segue o link da matéria exibida no programa “Mundo S/A” da GloboNews. O site da RGA é esse aqui: http://www.rgacom.com.br/
O século XXI será marcado pela emergência de superpotências superpobres. E isso já começa a ser visto no caso dos BRICs. Essa semana, a notícia de que a economia brasileira ultrapassou a do Reino Unido ganhou bastante notoriedade. Não só porque ultrapassamos um país europeu, mas porque ultrapassamos um dos 3 principais pólos do comércio mundial.
Recentemente, a China também ganhou notoriedade por desbancar a Alemanha do posto de maior exportador do planeta. Com essas notícias todo mundo questiona se todo esse crescimento econômico vai mesmo se reverter em qualidade de vida para as populações dos países emergentes.
Em primeiro lugar, os emergentes são maiores e com mais gente, alguns com bilhões de pessoas. Em segundo lugar, essas nações tem com referência de sucesso o modelo de bem estar social e ambiental em crise nos países desenvolvidos. Enfim, o crescimento do PIB nos BRICs significa que os emergentes estão recebendo crédito para reinventar o que conhecemos sobre trabalho, desenvolvimento, meio ambiente, relações internacionais etc. Ao julgarmos pelos fatores citados e o ritmo atual das coisas está claro que seremos por muitas décadas superpotências superpobres.
Não é que o futuro próxima será exatamente assim, é apenas uma visão conceitual. O legal mesmo é ter uma ideia de como vai ser nossa sociedade da informação e economia do conhecimento daqui há pouco tempo. O vídeo da microsoft é meio assustador mas também nos leva a concluir que é bem provável que seja algo parecido. Já o segundo vídeo, da Nokia, enfim apesar de interessante, achei meio viajante. A começar pela bela loira que acorda toda bonita pela manhã. Penso que nem no futuro cheio de tecnologia alguém vai acordar bonito.
Nesse vídeo da globonews, Paulo Blikstein, ganhador do ‘Oscar da educação”, fala sobre projetos educacionais focados em levar a ciência que hoje é praticada nas universidades para dentro das escolas. Destaque para seus comentários sobre querer trazer para carreira educacional médicos, economistas, engenheiros e também para a sua fala sobre reinventar Paulo Freire. Duro mesmo é aguentar a arrogância do Diogo Mainardi que também participa do bate papo.
A questão ambiental vai fazer parte do nosso “ser” e não somente do nosso “ter”. Ela vai ser a nova euforia, junto com os mercados globalizados. A questão ambiental se transformará numa nova religião e num excelente negócio.
As preocupações acerca do meio ambiente são apenas a ponta do iceberg do que vai ser a relação entre homem e natureza nas próximas décadas. A descoberta do DNA recombinante muda todo o jogo.
A biotecnologia e a bioengenharia rompem com a separação entre os setores econômicos primário, secundário, terciário quaternário (pesquisa e desenvolvimento) e quinário (inovação). Todos esses setores passam a trabalhar articulados, em sinergia, sob o comando da biotecnologia.
Nas áreas rurais, onde essas iniciativas se propagam mais facilmente, a biotecnologia coordena os processo de desenvolvimento que vão desde a semente até o satélite. No futuro essa BioRevolução chegará as cidades como prenuncia a imagem acima do prédio mais sustentável do mundo. A matéria completa sobre ele você confere clicando no site da 3Minovação.
Sobre os estudantes da USP, penso que há sim uma genuína vontade de fazer política por parte do jovem hoje, mas a partir de novas instituições que não existem ainda por isso a coisa ocorre meio que no erro e no acerto.
A gente critica o fato de eles não terem grandes ideais coisa e tal mas é esse cenário nacional de corrupção, e global de bancos safados que acaba por gerar uma espécie de indignação e uma busca por expor pensamentos e construir novas representatividades. Trata-se de uma revolta geraçãoY sendo criticada por baby boomers de 68 que hoje estão nos jornais, tvs coisa e tal.
Outro ponto é q a geração que está na liderança hoje nas diferentes esferas da sociedade, é a geração que lutou no passado da ditadura, que pautou sua luta pela democracia. Então, para eles, então essa atitude dos estudantes da usp de não acatar a decisão na assembléia é chocante. A gente não viveu os dramas da ditadura, então pra gente é muito mais fácil abrir mão da democracia do que para eles se eles fizessem um ato até o limite cabível a turma que está aí ia aturar numa boa ia vir uma crítica ou outra, geraria um debate interno na usp etc.
Mas o ponto que foi levado essa manifestação acabou por se tornar um acinte. Ficou configurado como jovens brancos de elite, mimados, que querem fumar maconha, num país em que negros, pardos e pobres sofrem com a desigualdade social e morrem por qualquer motivo banal relacionado ao tráfico, desde bala perdida até homicídios cometidos por policiais nas periferias e favelas do país.
Provavelmente, esse crise na USP é uma policrise, ou seja um somatório de várias crises que vão desde a questão da representatividade dos estudantes até o modelo urbano do campus. A questão da maconha pode talvez ter sido apenas um estopim. O texto da Raquel Rolnik vai bem nessa direção.
A recente avaliação “ABC” (Avaliação Brasileira do Final do Ciclo de Alfabetização) apontou que as crianças brasileiras não aprendem a ler e a escrever adequadamente, tanto em escolas públicas quanto em escolas particulares. Por que isso acontece?
No quadro Liberdade de Expressão da CBN a comentarista Viviane Mosé faz ao meu ver uma análise brilhante sobre os efeitos devastadores que o período da ditadura militar causou na formação de nossos professores. As crianças estão sendo formadas por pessoas que não pensam, apenas replicam. Se você é professor, é só pensar um pouco que você verá claramente isso na escola em que trabalha.
Nesse vídeo o atual prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, vê com bons olhos o trabalho das milícias (polícia mineira) nas redondezas de Jacarepaguá. Recentemente ele se preparava para injetar uma grana nas cooperativas de vans controladas por milícias da zona oeste carioca. Só não fez por causa de uma denúncia veiculada no fantástico. Além disso, teve a cara de pau de dizer que o Deputado estadual Marcelo Freixo, presidente da cpi das milícias, foi para a Europa palestrar.
O velho clientelismo urbano está se modificando, a política da “bica d’água” está dando lugar a uma máfia urbana de serviços que vão desde Ongs que captam dinheiro público, até o controle do transporte urbano. Abaixo segue o revelador relatório final da CPI das Milícias, que entre outras coisas aponta os candidatos com sucesso eleitoral nas área controladas por milícias. Clique aqui para ler o relatório.
Mais gente, vivendo mais tempo e, de um jeito virtual ou real, morando cada vez mais próximo, sobretudo nas cidades.O vídeo abaixo da National Geographic dá uma boa noção.
Essa é a rota da população mundial nas próximas décadas. A mudança para uma nova consciência ambiental vai estar necessariamente ligada ao estabelecimento de um novo padrão moral de civilização que tende a fortalecer a noção de espaço público global sem deixar de se entrelaçar com as características específicas dos lugares desse mundo. Por isso, a diplomacia será um campo chave nas próximas décadas. Além disso, é bem possível que o termo “negócio verde” passe a ser conhecido apenas como “negócio”.
Por mais que você não acredite na teoria do Big Bang é ela que rege a nossa vida moderna. A natureza é vista como fruto do acaso e não como algo projetivo que manifesta uma inteligência por trás. Por isso o tema sustentabilidade é hoje uma tentativa da humanidade de conferir valor a natureza.
É que não é possível nos relacionarmos com coisas que não possuem uma lógica uma razão, um projeto na sua essência. Pelo menos foi assim até hoje. O que a humanidade fez foi tentar controlar essa natureza através da técnica. Não é nada contra o progresso e sim quanto a essa tentativa humana a conferir valor à natureza. Qual referencial para isso?
Há quem ache que sustentabilidade é problema de cada país, quem acha que é problema de países pobres e emergentes e outros que acreditam que é apenas um problema que carece de solução científica e que, portanto pode se transformar num bom negócio.
Na prática, ao tentar conferir algum valor a natureza a humanidade simplesmente aprofunda o processo de desnaturalização da natureza e se distancia cada vez mais na busca por entender o projeto do seu Criador, para quem acredita claro.
Termino citando Milton Santos: “No princípio, tudo eram coisas, enquanto hoje tudo tende a ser objeto, já que as próprias coisas, dádivas da natureza, quando utilizadas pelos homens a partir de um conjunto de intenções sociais, passam, também, a ser objetos. Assim a natureza se transforma em um verdadeiro sistema de objetos e não mais de coisas e, ironicamente, é o próprio movimento ecológico que completa o processo de desnaturalização da natureza, dando a esta última um valor.”
Aproveito para postar aqui o vídeo “História das coisas” que ilustra esse contínuo processo de desnaturalização da natureza e tentativa de conferir valor a mesma…