A atual geração de jovens do Golfo Pérsico é empreendedora. No passado a exploração pura e simples do petróleo não gerou muitos empregos que eram compensados pelo setor público que figurava como uma “mãe”. A geração de Dubai, é a geração das cidades fantásticas que brotaram no deserto da noite para o dia. Os jovens que estão vivenciando isso tudo sabem que apesar da crise financeira, o futuro é promissor em termos de oportunidades.

Mas esses jovens podem ir além de criar seu próprio negócio ou trabalhar em empresas globais. Daqui a 3 anos, a economia mundial tende a reassumir ritmos de crescimento maiores, carregando consigo duas questões: repensar o modelo de desenvolvimento e lidar com jovens tentando definir seu papel no espaço, num espaço de trajetórias extremamente pragmáticas, linhas retas e volume de consumo como forma de conferir identidade.

Esses pontos são mais relevantes a longo prazo do que a certeza se o petróleo vai ou não continuar correndo nas veias do planeta por mais algum tempo. Pois um grande crescimento econômico e cidades construídas sobre o deserto ou mar podem chamar a atenção do mundo, mas também gerar um esvaziamento das riquezas telúricas produzidas através de um encontro de numerosas jovens trajetórias desses jovens. Um esvaziamento de suas almas?

A geração de Dubai está importando conhecimento. Conhecimento que nesse blog têm sido colocado como uma oportunidade de ruptura na construção do universo social. As oportunidades estão lançadas não somente para as pragmáticas escolas de MBA, mas também para as sodalidades conscientes do papel do indivíduo no espaço.