Pesquisas recentes, uma feita pela FGV e outra publicada na edição de Maio da revista Educação constatam, respectivamente, o crescimento da evasão escolar por motivos banais e a tendência demográfica de redução dos alunos em idade escolar. Se no passado o problema do Brasil era a falta de escolas e professores, o futuro próximo será a falta de alunos?
Às instituições do futuro presente será requerido com a maior precisão possível a capacidade de moldar às tendências. Procurar as razões do nosso atraso educacional é importante desde de que não percamos o bonde da história que viaja por trilhos que nos conduzem a demandas mais complexas no espaço que vamos produzindo.
O gap que temos no setor educacional atual não deve se tornar uma catástrofe social no país, ainda que possa essa situação gerar uma maior conscientização, não será a melhor solução, pois quem no passado não pode estudar, hoje, conscientizado, vê seu filho abandonar a escola por algum motivo banal ou concluindo o ensino médio com dificuldades absurdas na leitura e na escrita.
A disponibilidade de informação e os recursos que temos hoje, tornam possível compreender o diferente com mais abrangência, rivalizar com o despotismo do mercado, que diz conferir identidade a tudo hoje, e moldar as tendências de acordo com os interesses da sociedade representados nas políticas públicas. Se assim não o for, as carteiras velhas já estão à venda.