Os americanos estão em busca de um significado superior de vida, e por isso querem comprar coisas que ajudem a melhorar o mundo. Nos últimos anos, 124 países cresceram acima de 4% e outras dezenas de países cresceram o dobro da economia americana, mas 1/3 dessa festa globalizada foi bancada pela poupança do cidadão americano. O esquema de transferência da responsabilidade dos investimentos e empréstimos para um ‘buraco negro’ financiou as Guerras do Afeganistão, Iraque e foi a matéria-prima para a farra dos bancos de investimento. Restou a crise financeira, uma dívida de 3 trilhões de dólares nos cartões de crédito milhões de pessoas sem-teto, sem emprego.
Uma paixão adolescente que ‘durou 15 meses e 11 contos de réis’ diria Machado de Assis. Esse arrefecimento de um período muito quantificado da vida humana, transformada num pacote consistente de preferências identificadas pelo mercado, obriga o reposicionamento muitas coisas no nosso mundo. A IBM quer tornar o planeta mais inteligente colocando computadores em quase tudo, os EUA querem manter o dólar vivo como moeda internacional e o Starbucks quer ter todo o seu café com o selo de ‘ambientalmente correto’.
Parece que tudo daqui pra frente vai demandar imaginação, criatividade e inovação. Não a toa o setor de franquias no Brasil vem se transformando num eldorado de grandes e médios investidores pelo seu alcance e dinamismo na hora de inovar. Todas as instituições também entram nesse ritmo e até a paisagem das cidades pode mudar. Há um bom tempo atrás impunham-se na paisagem igrejas, depois palácios, museus, edifícios comerciais e mais recentemente bancos, como o falido Lemhan Brothers. E o que vem adiante? Grandes instituições do terceiro setor, sedes de redes colaborativas?  Dependerá do que significa para nós ‘melhorar o mundo hoje.’