O Senado Federal

“O homem mais capaz de destruir o lugar que ama é exatamente aquele que o ama por alguma razão. O homem que vai melhorar o lugar é aquele que o ama sem uma razão.” (G. K. Chesterton).

A atual crise de nosso Senado Federal é fruto de um duelo entre pessimistas e otimistas. O pecado dos senadores pessimistas tem sido o desamor por aquilo que punem. Eles não tem uma lealdade sobrenatural pela instituição que punem. São pessimistas com base numa razão pessoal, eleitoral e destruirão o Senado se isso for necessário. Já os senadores otimistas, no intuito de defender a honra da instituição defendem o indefensável. Eles não vão lavar o Senado, vão apenas realizar uma defesa fraca, caia-lo e as coisas permanecerão estagnadas. São otimistas com base numa razão pessoal, eleitoral e destruirão o Senado se isso for necessário.

A juventude brasileira não está inerte quanto isso, nem banalizada pelo consumo como se pensa. O crescimento do número de jovens nas universidades, sobretudo provenientes das classes C e D e o acesso maior as tecnologias da informação tem inundado as caixas de e-mail e povoado os TWITTERS de alguns senadores. Mas o fato mais interessante é que os jovens continuam acreditando na democracia e no liberalismo. A participação dos jovens em movimentos sócio-políticos diversificados e transnacionais tem crescido em detrimento dos mecanismos de participação mais conhecidos, como os partidos políticos e sindicatos. Nossos políticos sentirão os efeitos eleitorais dessa mudança nos próximos anos e verão que um grupo intenso de jovens amam esse mundo sem uma razão, e por isso o transcendem.