Crise Financeira Mundial

“Este não é o mundo, mas sim o material para o mundo. Deus não nos deu exatamente as cores de um quadro, mas sim as cores de uma paleta. Mas ele também nos deu um tema, um modelo, uma visão fixa. Devemos ter claro diante de nós o que queremos pintar.” (G. K. Chesterton).

A sobrevivência parecia estar garantida para os norte-americanos, uma vez que os imóveis se valorizavam, a inflação estava baixa e o mercado de ações ia de vento em popa. Sendo assim o pessoal de Wall Street se propôs a usar como regra de ouro mecanismos de movimentação financeira que jamais foram testados. Em meio a uma veloz aceleração das trocas econômicas, parecia que a afluência se tornaria a principal condição humana de um século que seria marcado pelas preferências de consumo.

Até que descobrimos a mentira de nosso tempo, ou seja, acreditar na tendência dos últimos anos dessa década de que esse é o mundo. Com base nisso os empreendedores levaram a frente a tese de que as demandas definiriam o que é moralmente certo, ao mesmo tempo em que as pessoas comuns esvaziavam suas poupanças crendo que o sucesso na vida é igual a ter crédito para consumo. A crise veio, o dinheiro derreteu e a sensação de que não estamos indo em direção alguma tornou-se latente. O resultado disso é uma humanidade em busca de uma visão fixa do que deseja pintar, preocupada com o futuro e assediada pelo mercado, agora travestido de frugalidade.