Meio Ambiente e Sustentabilidade

“A natureza física não deve ser transformada no objeto direto de obediência; ela deve ser desfrutada, não adorada. As estrelas e as montanhas não devem ser levadas a sério. Se o forem nós vamos acabar onde acabou a adoração pagã da natureza. Por ser a terra bondosa, nós podemos imitar todas as suas crueldades. Por ser a sexualidade sadia, nós podemos enlouquecer por ela. O mero otimismo atingia o seu final insano apropriado. A teoria de que tudo era bom tornara-se uma orgia geral de tudo o que era ruim.” (G. K. Chesterton).

Após décadas de denúncias, alertas e convenções internacionais a respeito do meio ambiente, a humanidade ingressa no século 21 preocupada com a finitude dos recursos naturais que os cerca. Se no passado recente a imagem que temos é a de um homem hostil e relaxado em relação ao seu espaço natural, hoje, como conseqüência dessa imagem, temos um homem preocupado e cada vez mais disposto a pagar para que as florestas e mananciais vivam um pouco mais.

Interessante perceber como passamos rapidamente da condição de homem branco, caucasiano, anglo-saxão, desbravador de florestas e consumista petróleolátra, para a situação de pacato pai de família, que incluí no seu orçamento mensal, além da escola das crianças, algumas árvores na Amazônia e alguns metros cúbicos do Rio Nilo. Não tem cabimento acreditar na idéia de esgotamento do livre-arbítrio, e deixar o mercado figurar como sacerdote universal de uma humanidade tropega em relação ao seu trato com a natureza.