O cenário de incerteza que vive o mundo atual, demanda alta colaboratividade frente as questões inesperadas que invadem freneticamente o nosso cotidiano. É um tempo de emergência das mulheres na tomada de decisão em diversas esferas da sociedade.

Na Idade Média homens e mulheres partilhavam da mesma responsabilidade no sustento da família e o raio de influência da mulher era concreto. Me surpreendi quando Hobsbawn coloca que a Revolução Industrial tirou o homem de dentro de casa e deixou a mulher sem influência e dinheiro, na cozinha. O dinheiro passou a depender do deslocamento até a fábrica e a tomada de decisão ficou cada vez mais masculinizada. As técnicas controlavam o tempo e a natureza, na busca de estabilidade para uma individual próxima decisão, visão corporativa.

A imprevisibilidade das mudanças sociais e naturais de hoje, tornam quase impossível a figura do homem que esconde suas dúvidas, investe no conhecimento da realidade e toma decisões isoladamente.

A mulher passou a buscar flexibilidade desde quando tornou-se alvo do mercado, porque tomava as decisões acerca do que comprar para abastecer a casa. Desde então, seu caminho em busca da flexibilidade impregnou suas preferências e estilos. Agora, o trabalho retorna para as casas exigindo criatividade e inovação. Isso exige colaboratividade. As mulheres tem isso de sobra.