Há poucos dias assisti um ex-ministro moçambicano afirmar que tudo que a África menos precisa hoje é da ajuda e da cartilha dos europeus.  Um reflexo de uma mudança de paradigma. As organizações que desejam ativar uma mensagem pertinente nesse início de século precisam se concentrar em gerar conhecimento sobre um cenário específico e construir parcerias de trabalho locais, ao invés de produzir soluções economicamente geniais ou humanitariamente paliativas.

O fato é que essas cartilhas contribuíram para o aumento do isolamento africano no cenário global. E esse isolamento trouxe, por outro lado, a capacidade de um continente funcionar sem os créditos internacionais. Os africanos, e tantos outros povos, querem liderar os processos de mudança em seus países.

Não é o fim para as organizações internacionais. Empresas globais geram conhecimento e criam parcerias de trabalho locais visando o lucro. No caso das organizações do terceiro setor e sodalidades, o desafio é gerar conhecimento sobre um cenário educacional, ou qualquer outro, e deixar que aqueles entes locais que sonham com uma mudança façam o que precisa ser feito.