A partir das grandes revoluções burguesas do século XVIII os ricaços assumiram para si, como parte de sua identidade, um estilo de vida focado em alguns costumes da nobreza. Na mesma época, a emergente classe média urbana abraçou a meritocracia que melhor traduziu o seu anseio pela manutenção do status quo.

Até então essa tem sido a regra. Entretanto, o mundo estável e controlado pelo homem moderno vem rapidamente saindo de cena e dando lugar a um mundo pós-industrial, complexo, cheio de mudanças, que demanda pessoas capazes de traduzir informação em conhecimento e improvisar formas colaborativas de gestão do conhecimento e desenvolvimento de projetos.

Enquanto a classe média dos países emergentes confia piamente na meritocracia, há uma geração, proveniente da classe C, que cresce em torno do ideal de superação. No mundo emergente, a classe média tradicional continuará ocupando posições sociais importantes, mas é a geração classe C que vai mudar o modo como se faz as coisas na política, na economia na cultura etc. nesses países.