Organizações inovadoras sabem diferenciar a tradição de comportamentos que são referenciais em uma determinada época. Muitas organizações procuram retraduzir-se para o mundo atual. Mas antes precisam olhar para dentro de si mesmas e discernir o que realmente faz parte de sua tradição.

As demandas de cada época valorizam um perfil de líder e uma cultura de trabalho. As pessoas alcançam os alvos, se estabelecem e as organizações tornam-se hierarquizadas. Quando o mundo muda o processo de reposicionamento é lento ou inexistente.

No mundo pós-industrial, os jovens querem improvisar e trabalhar de modo criativo e colaborativo em torno de um alvo comum. A maioria das organizações querem manter a tradição e dar espaço a esse jovem, embora desejem que ele se conforme a um modelo de liderança e cultura de trabalho avessos a sua época. Oferecem relacionamento, quando a demanda é portifólio. Falam de participação nos lucros, quando as questões são sustentabilidade e identidade. Se a tradição é a mãe da inovação, o conservadorismo é o padrasto da evasão.