Saiu o recente ranking das escolas no Brasil. Obviamente, os famigerados centros particulares de treinamento, ao custo de 2700 mensais conseguiram o topo, com algumas exceções de instituições que realmente ensinam. O que se quebra a cabeça nesse momento é sobre a realização de políticas públicas que enfoquem a melhoria da qualidade, o que não significa colocar mais comida e computadores nas escolas, nem transformá-las em centros de treinamento.

Tais políticas devem estar conscientes desse incerto mundo pós-industrial no qual a meritocracia, que pressupõe estabilidade para a conquista de resultados, sai de cena e da lugar a superação e a capacidade de surfar sobre as ondas de informação e incertezas.

Além disso, as questões espaciais devem ser levadas em consideração, tanto como a realização de políticas públicas na área da juventude. Um estudo recente trabalhou os diferentes perfis dos alunos cariocas que vivem em favelas dominadas pelo tráfico e favelas dominadas pelas milícias. Encontrou jovens ambiciosos de um lado, porém violentos, e jovens passivos, embora sem sonhos, no outro.