Outro dia li na época negócios uma matéria sobre um mundo com PIB zero. Possível? Há dois pontos a serem analisados.

Produtos e marcas tornam-se cada vez mais abstratos e procuram agregar valor a vida das pessoas. Marcas valem mais do que a própria fabricação das coisas. Não por acaso, proliferam unidades fabris terceirizadas na Ásia, sobretudo na China que fabricam desde chinelos a iphones que são um remake dos navios negreiros do século XIX.

Por outro lado, o mundo tende a substituir a economia da escassez simbolizada pelo petróleo pela economia da inovação em plataforma simbolizada pelo windows. Ao invés de gerarmos mais oferta de produtos tendemos a trabalhar uns para os outros criando novas microdemandas com impacto ambiental mínimo.

Até acredito no PIB zero para futuro, embora os navios negreiros do século XXI me apontem que alguém criará um novo mecanismo para diferenciar ricos de pobres.