As eleições desse ano foram marcadas por duas ondas a verde e a tenebrosa. Essa semana assisti um debate com a professora Regina Helena Alves da Silva do Departamento de História da UFMG, no programa expressão naiconal da tv câmara. O assunto era o papel da internet nesse período de eleitoral.

Não nos saímos tão bem quanto os americanos para ser modesto. A onda verde segundo ela foi na prática o resultado do esforço de jovens que desde antes da campanha estavam engajados em um movimento a favor da candidatura da Marina e que foram convidados a participar da campanha. Eles conseguiram produzir uma campanha com uma comunicação eficiente para o público jovem.

Já a onda tenebrosa foi o que melhor simbolizou em termos virtuais a anseio brasileiro por fofocas e boatos acerca da podridão alheia. Tudo começou com os escândalos da Casa Civil. Com poucas mudanças nas pesquisas pós escândalo, pessoas comuns iniciaram uma avalanche virtual de tweets e posts no youtube que abriram caminho para a infeliz colocação da dita “agenda moral” pelos líderes cristãos que despolitizou uma campanha que vinha em uma ascendente de discussões de questões nacionais que também envolvem a questão da vida como o saneamento básico. Trágico.

Mais sobre isso é possível encontrar no site: http://www.observatorio.inweb.org.br/eleicoes2010/destaques/ Entre outras coisas, esse observatório consegue descobrir quem foi o primeiro a posta o boato ou o vídeo no youtube.