No Brasil, os mais pobres pagam proporcionalmente mais impostos que os mais ricos. No caso dos pobres a mordida chega a 1/3 da grana mensal. Enquanto os mais ricos pouco menos de 23% da renda mensal. Esse mecanismo perverso converte o Estado brasileiro em um dos principais patrocinadores da concentração de renda e desigualdade social em nosso território, via impostos indiretos.

Dentre as pitorescas marcas desse período eleitoral, há a presença da chamada “agenda moral” trazida a cena do debate pelas lideranças cristãs de nosso país. As questões acerca da vida e da família estão em pauta e os religiosos comemoram o crescimento da sua “influência” nos rumos do país. O cristianismo institucionalizado que tenta converter o Estado está cego pelo poder, e não consegue ver a grande escala da morte e da desagregação familiar em nosso país.