O novo livro do consultor Ricardo Neves fala sobre reinventar a política. Entre outras coisas, ele destaca a importância de os partidos redefinirem os seus moldes de captação de potenciais políticos, assemelhando-se ao modelo de RH estratégico das grandes corporações. Isso porque na era do conhecimento, o bem mais precioso de uma organização é a capacidade de inovação, ao invés do tamanho ou grau de influência. Veja mais em sua entrevista à revista época.

Aproveito para postar novamente um texto que publiquei sobre reinventar a política:

“Reinventar a cidadania e a política.”

Nas décadas de 60 e 70 grande parte dos brasileiros aceitaram a ditadura e a repressão em troca do crescimento de da modernização do país. Na década de 80, a luta foi pela redemocratização. No atual cenário, de economia moderna, globalizada e inserida em um país democrático, a política se volta para os problemas de gestão das cidades e inserção das periferias no espaço urbano. É um período de repensar o conceito de cidadania atrelado a posições geográficas na cidade e reinventar a política.

O mundo vive uma carência de ideologias enquanto faz uma ostensiva revisão de seu atual estado civilizatório. No Brasil, isso tem se manifestado em soluções plásticas, pragmáticas e eleitoreiras para as questões urbanas como saúde, educação, transportes etc. Não há nem uma ruptura com o que está estabelecido, nem um ideal de cidadania, um ideal para educação de qualidade senão que ela seja para todos.

O jovem brasileiro confia muito na superação, embora o convívio com parcelas das gerações anteriores que possuem uma visão negativa do trabalho, da política tendem a conformá-lo a um desprezo pela meritocracia e um apego a idéia de superação atrelada ao alcance de paz interior e prosperidade pessoal.