A favela do Jardim Batam, em Realengo (Zona Oeste do Rio) apresentou os piores indicadores sociais entre nove favelas já beneficiadas com as UPPs (Unidade de Polícia Pacificadora), em estudo feito a partir de entrevistas com 9 mil moradores.

O levantamento, realizado pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) e pelo Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade (Iets), aponta desigualdades entre comunidades onde foram instaladas UPPs no que se refere a renda, escolaridade, infraestrutura e cidadania.

De acordo com o estudo, a renda domiciliar per capita na favela do Batam é de R$ 406 por mês, a mais baixa entre as comunidades pesquisadas. Logo depois, aparece o morro da Providência, no centro do Rio, onde o valor é de R$ 439. No Pavão Pavãozinho, na Zona Sul, foi encontrada a renda domiciliar mais alta – de R$ 691 per capita mensais.

As favelas de Cidade de Deus (Zona Oeste) e Chapéu Mangueira (Zona Sul) têm a segunda melhor renda domiciliar per capita, com R$ 648. Mas todas as nove comunidades têm média inferior à região metropolitana do Rio, onde a renda domiciliar per capita é de R$ 905 por mês.

O cenário de carência nas favelas do Batam e da Providência se reflete também nas taxas de emprego, escolaridade e infraestrutura. As duas comunidades têm a maior porcentagem de pobres (36% e 28%) e os mais altos índices de desemprego (19,7% e 10%).

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