Outro dia li que uma jovem de vinte e poucos anos chegou para uma entrevista de emprego na Nestlê portando uma proposta com uma nova receita de biscoito. Isso é uma visão de cultura de trabalho focada no “descontrole”.

Parece petulante um jovem de vinte e poucos anos que já na entrevista do emprego manifeste o conhecimento aprofundando dos desafios e entraves da organização, tanto quanto proponha novas iniciativas. Até porque, há décadas, o cara do outro lado da mesa precisou de alguns anos trafegando dentro da organização para saber as mesmas coisas. E foi isso, esse conhecimento sob controle e exclusivo, até então, do funcionamento das coisas que o colocou ali na cadeira principal bem do outro lado da mesa.

Acontece que hoje a informação está aí em todo os lugares, qualquer um pode tomar posse de conhecimentos sobre determinado assunto, aplicá-lo em uma realidade preterida e enxergar desafios e entraves. Isso já não é mais grandes coisas. O difícil é exercer o descontrole da informação e do conhecimento, fazê-los circular e gerar vínculos colaborativos capazes de produzir coisas relevantes.