Esses apontamentos são meus e foram tirados do texto “Desastres Urbanos: que lição tirar?” escrito pelo professor Luiz Cesar de Queiroz Ribeiro.

1) As nossas cidades são improvisadas. Isso mesmo, habitação, mobilidade urbana, lixo, pavimentação, enfim as coisas vão sendo feitas no improviso ano após ano.

2) Na gestão das nossas cidades, o planejamento, a regulação e rotina das ações são substituídas por operações por exceções, ou seja, se a casa caiu é hora de construir moradias.

3) O chamado ‘clientelismo urbano’ rola solto, ou seja, os políticos que criam as dificuldades de acesso a moradia, segurança, educação são os mesmos que vendem as ‘facilidades’ através de milícias, posse de terrenos irregulares e dinheiro injetado em Ong’s.

4) O ‘patrimonialismo urbano’. É regra. Para que determinada obra estatal aconteça a empresa X, ou a concessionária Y tem que estar no negócio. E essas obras sempre custam mais, muito mais…

5) O ‘empreendedorismo urbano’, esse é novo. É a turma dos megaeventos. Essa nova elite liberal se aproveita das debilidades da classe política para canalizar bilhões de dólares, euros e reais para “reinventar” a cidade e transformá-la em uma vitrine global. Isso quer dizer que enquanto os secretários de saúde, transporte, educação, habitação etc. aguardam na fila, arquitetos, marqueteiros e CEO’s tem prioridade na agenda de prefeitos e governadores. Imagem é tudo!

6) Pouca gente está aí para a organização cívica como sindicato, associações profissionais, partidos, entidades de bairro, etc. As pessoas preferem uma participação pontual e temporária em questões de “profunda demanda nacional” como a legalização do aborto. Daí basta o político ateu dizer que é cristão e tá tudo certo.

7) No próximo verão vai cair uma chuvarada daquelas pra matar um montão de gente. Esse São Pedro… vou te falar…