As duas últimas décadas foram períodos de ouro para a globalização dos mercados. A abundância de oportunidades gerou um clima de prosperidade em que ninguém precisava perder nos acordos internacionais. Com a mais recente crise financeira, em 2009, e de acordo com a revista The Economist o mundo ingressará nessa próxima década em um momento em que há pouco dinheiro para se ganhar e possivelmente muita coisa para se perder. Por isso, as reuniões do G-20 tendem a ser menos amistosas e saber não perder vai ser o grande trunfo em negociações bastante turbulentas entre emergentes em franco crescimento econômico e países do norte decadentes. A coisa também pode azedar para o lado dos acordos internacionais na área ambiental.