Quando um amigo começou a lecionar na educação privada, lhe disseram que o futuro estava na educação pública. Quando ele chegou lá lhe disseram que o perfil do professor do futuro era o de uma mulher bem casada desejosa de ficar perto dos filhos. Parece que não se resolve mais as coisas apenas com greve por melhores salários e condições de trabalho.

No século XX a identidade das pessoas estava atrelada ao cargo, a instituição, ao cumprimento de uma agenda repetitiva. Se uma dessas coisas fossem dificultadas pelo patrão, a greve era uma saída. No século XXI a identidade das pessoas em uma organização está relacionada a uma missão de vida que ela deseja compartilhar com seu grupo de identificação.

O ser que antes era atrelado a um cargo ou instituição está agora vinculado a um grupo de pessoas de dentro e de fora das organizações. Se no meu ambiente de trabalho todos tem prioridades opostas as minhas, e eu sou obrigado a gastar muita energia me anulando ou tentando construir uma imagem aceitável, o que eu devo fazer? Greve?

No passado as organizações esmagavam os talentos com condições de trabalham ruins. Hoje o estilo e cultura de trabalho de uma organização ou serviço público define se quem fica é o talento ou é a professora antiquada dominada pela rotina.