Na atualidade a agilidade da troca de informação com o exterior da comunidade causou um abalo no seu interior, e o ser diferente com flertes narcisistas se tornou uma questão de sobrevivência, sobretudo para os mais jovens. O resultado é uma migração do modelo ético de comunidades para o modelo estético.

No modelo ético pesam o comprometimento e o discurso moral sobre o que é bom e o que é ruim para todos. No modelo estético o problema não é o de sair da linha, mas sim o de ficar de fora de uma experiência que os outros estão curtindo e desfrutando. Não há um comprometimento e sim a sensação de fazer parte sem fazer, de ser sem ser, como um holograma.

Não por acaso estamos imergindo em uma economia de sentimentos. As pessoas não compram um produto pensando se tal produto é bom ou ruim. O jogo é comprar um carro que faça você se sentir seguro, um sabão em pó que aumente a auto estima da dona de casa, votar em um político que faça os cristãos se sentirem mais cristãos etc.