Os governos não dão conta do social, empresas só pensam nos lucros. Esse é mais ou menos o contexto confuso que estamos vivendo nessa transição entre globalização e cosmopolitismo.

Se de um lado temos desde 2008, mais um fracasso do mercado financeiro deixado a solta, temos por outro governos e mais governos falidos na África, Ditadura na China, corrupção desmedida no Brasil etc

Em meio a isso temos questões como conflitos regionais, pobreza, sustentabilidade etc. E segundo Parag Khanna, autor do livro ‘Como Governar o Mundo’ o caminho para o tratamento adequado dessas questões passa por uma ‘governança colaborativa’ que leve o local ao global e não o contrário. Ou seja parcerias públicos privadas com empresas ou organizações do terceiro setor que sozinhas possuem mais alcance político e financeiro do que muitos governos e até mesmo a ONU.

A tese de Parag, que é analista do Brookings, não é a tese das grandes soluções globais, ou de um grande concerto entre as nações. Essas soluções são visivelmente improdutivas em reuniões da ONU e conferências sobre meio ambiente. Parag fala de iniciativas pragmáticas e localizadas que vão mudar o mundo.