Por mais que você não acredite na teoria do Big Bang é ela que rege a nossa vida moderna. A natureza é vista como fruto do acaso e não como algo projetivo que manifesta uma inteligência por trás. Por isso o tema sustentabilidade é hoje uma tentativa da humanidade de conferir valor a natureza.

É que não é possível nos relacionarmos com coisas que não possuem uma lógica uma razão, um projeto na sua essência. Pelo menos foi assim até hoje. O que a humanidade fez foi tentar controlar essa natureza através da técnica. Não é nada contra o progresso e sim quanto a essa tentativa humana a conferir valor à natureza. Qual referencial para isso?

Há quem ache que sustentabilidade é problema de cada país, quem acha que é problema de países pobres e emergentes e outros que acreditam que é apenas um problema que carece de solução científica e que, portanto pode se transformar num bom negócio.

Na prática, ao tentar conferir algum valor a natureza a humanidade simplesmente aprofunda o processo de desnaturalização da natureza e se distancia cada vez mais na busca por entender o projeto do seu Criador, para quem acredita claro.

Termino citando Milton Santos: “No princípio, tudo eram coisas, enquanto hoje tudo tende a ser objeto, já que as próprias coisas, dádivas da natureza, quando utilizadas pelos homens a partir de um conjunto de intenções sociais, passam, também, a ser objetos. Assim a natureza se transforma em um verdadeiro sistema de objetos e não mais de coisas e, ironicamente, é o próprio movimento ecológico que completa o processo de desnaturalização da natureza, dando a esta última um valor.”

Aproveito para postar aqui o vídeo “História das coisas” que ilustra esse contínuo processo de desnaturalização da natureza e tentativa de conferir valor a mesma…