O século XXI será marcado pela emergência de superpotências superpobres. E isso já começa a ser visto no caso dos BRICs. Essa semana, a notícia de que a economia brasileira ultrapassou a do Reino Unido ganhou bastante notoriedade. Não só porque ultrapassamos um país europeu, mas porque ultrapassamos um dos 3 principais pólos do comércio mundial.
Recentemente, a China também ganhou notoriedade por desbancar a Alemanha do posto de maior exportador do planeta. Com essas notícias todo mundo questiona se todo esse crescimento econômico vai mesmo se reverter em qualidade de vida para as populações dos países emergentes.
Em primeiro lugar, os emergentes são maiores e com mais gente, alguns com bilhões de pessoas. Em segundo lugar, essas nações tem com referência de sucesso o modelo de bem estar social e ambiental em crise nos países desenvolvidos. Enfim, o crescimento do PIB nos BRICs significa que os emergentes estão recebendo crédito para reinventar o que conhecemos sobre trabalho, desenvolvimento, meio ambiente, relações internacionais etc. Ao julgarmos pelos fatores citados e o ritmo atual das coisas está claro que seremos por muitas décadas superpotências superpobres.