Estamos vivendo os últimos tempos, décadas, de internet “livre” da história. Pelo menos essa é a constatação depois de ler algumas páginas do livro Cypherpunks escrito por Julian Assange. Recentemente o Brasil recebeu a visita de Yoane Sanches e junto com ela desembarcou toda uma polêmica sobre a liberdade de expressão dentro do regime cubano. Mas a censura que se ergue não é tão simples como ser impedido de criticar um regime político falido.
Estamos aos poucos ingressando em uma época em que ideias melhores que as provenientes de políticos e lobbys corporativos podem ser enquadradas na clássica lógica do vigiar e punir.
A internet está se tornando um ambiente altamente militarizado, sendo que exatamente tudo que se passa na rede está sendo armazenado, ou simplesmente estamos postando por livre espontânea vontade ou fazendo pesquisas no maior serviço de espionagem da história. Há cada vez menos privacidade para os indivíduos e cada vez mais sigilo e proteção sobre ações de governos e corporações. A revolução não vai ser tuitada.